Antes
de “ser traumatizada” pelas risadas maldosas de seus colegas, ela adorava contar
aos pais sobre como seria a melhor escritora do mundo inteiro e sobre os livros
que escreveria. Mas depois de todas as criticas e zoações, nunca mais comentou
sobre o assunto.
Quando estava com 12 anos, já
tinha escrito muitos textos e decidiu que teria que realizar a difícil tarefa
de contar para a mãe sobre a carreira que desejava seguir.
Elas
tiveram um dialogo mais ou menos assim:
- eu já sei o que quero ser quando crescer - disse
a menina um tanto ansiosa - quero ser escritora.
- Escrever aonde? - perguntou a
mãe com medo de que a resposta fosse a obvia.
-lembra
quando eu era criança e queria ser escritora? Na verdade, eu ainda quero fazer
isso – a expressão da mãe se transformou em uma mistura de preocupação e pena.
-
Olhe filha, isso foi há muito tempo e você era só uma criança.
-Mas agora não sou mais e eu adoro escrever.
-
Mas não é só isso, é muito difícil, tem que ter experiência e gente que intenda
do assunto pra te ajudar e não temos nenhum conhecido que possa fazer.
-Vou
arranjar alguém que possa me ajudar.
-
Para isso você tem que escrever muito, muito bem, você vive lendo, sabe como é.
-Mas
eu não escrevo mal – ela sabia que escrevia bem, mas não queria falar
aquilo daquele jeito.
-
Não é só não escrever mal, tem que escrever mais que bem.
-Eu acho que escrevo bem, mais
que a maioria das pessoas.
-Lamento, mas, são raras as pessoas que tem
esse dom e ninguém da nossa família escreve bem – tentou não ser grossa,
mas ela nunca foi muito boa no eufemismo.
-
Você nunca leu meus textos! – a menina usou seu melhor argumento, um argumento
que a mãe não tinha como retrucar.
-
Já pro quarto..
Sua
mãe só estava tentando protege-la e ela sabia disso, mas também sabia que não isso
não era necessário, apesar de ser muito difícil, ela conseguiria, realizaria
seu sonho, seria escritora.
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Esse foi o pior capitulo de tds, eu odiei, mas com o tempo eu vou fazendo melhores /: